Currículo para UX/UI Designer: modelo, dicas e palavras-chave
Design de produto tem uma dinâmica de seleção diferente do resto da tecnologia: o portfólio decide, mas é o currículo que faz alguém abrir o portfólio. Depois da onda de cursos rápidos de UX, o mercado brasileiro ficou saturado na base e exigente no meio, e quem contrata desconfia de portfólios cheios de telas bonitas sem processo. O que procuram no papel: Figma como ferramenta central, pesquisa com usuários de verdade, noção de acessibilidade e alguma evidência de que seu design moveu métrica de produto.
Este conteúdo cobre a dupla currículo e portfólio para UX/UI: como escrever experiências que apontam para cases com problema, processo e resultado, quais termos os filtros de vaga buscam (de Design System a teste de usabilidade), como apresentar transição de carreira vinda de design gráfico ou de áreas de negócio, um exemplo de resumo profissional com número, e os erros que fazem recrutador fechar a aba antes de chegar ao seu link.
Cole seu currículo atual (ou comece do zero) e a IA formata, pontua e adapta o texto para cada vaga que você for aplicar.
O que destacar no currículo de UX/UI Designer
- Link de portfólio logo no topo, com 3 ou 4 cases completos (problema, pesquisa, iteração, resultado) em vez de galeria de telas sem contexto.
- Métricas de produto que seu design influenciou, como aumento de conversão no checkout redesenhado ou queda nos chamados de suporte após simplificar um fluxo.
- Pesquisa com usuários com método nomeado: entrevistas em profundidade, testes de usabilidade moderados, card sorting, e o que mudou por causa deles.
- Domínio de Figma além do desenho: componentes, auto layout, variáveis e construção ou manutenção de Design System.
- Acessibilidade como prática, citando WCAG, contraste e navegação por teclado, exigência crescente em vagas de bancos e governo.
- Colaboração com engenharia, como handoff documentado e ajuste de design a restrições técnicas, sinal de senioridade que gestor procura.
Palavras-chave que os filtros (ATS) procuram
A maioria das empresas usa software de triagem antes de um humano ler seu currículo. Inclua os termos abaixo quando forem verdadeiros para você, de preferência com o mesmo texto da descrição da vaga.
Erros comuns que reprovam na triagem
- Currículo sem link de portfólio funcionando, o erro que encerra a candidatura em segundos na área de design.
- Cases que mostram só a interface final, escondendo pesquisa, alternativas descartadas e critério de decisão.
- Autodenominar-se UX/UI sênior tendo apenas projetos fictícios de curso, sem produto real com usuários.
- Listar Photoshop e Illustrator antes de Figma, o que posiciona você como designer gráfico para vaga de produto.
- Não mencionar nenhuma métrica: design de produto sem número de impacto vira opinião estética na leitura do gestor.
Exemplo de resumo profissional
“Designer de produto com 3 anos de experiência em UX/UI, focado em fluxos transacionais. Redesenhei o onboarding de um app financeiro após 12 entrevistas com usuários e testes de usabilidade, elevando a ativação em 25%. Trabalho em Figma com Design System próprio, especificação para engenharia e acessibilidade WCAG como requisito, não como extra.”
Use como referência de tom e estrutura, nunca copie: recrutador percebe texto genérico.
E se eu não tiver experiência?
Entre no mercado com cases, não com vagas: redesenhe um serviço real que você usa e sofre (agendamento do posto de saúde, app de transporte da sua cidade), documentando pesquisa com usuários de verdade, mesmo que sejam 5 entrevistas. Faça projeto voluntário para ONG via plataformas de voluntariado de design. Estude pelo Figma gratuito, pelos materiais do Nielsen Norman Group e por comunidades brasileiras de UX. Três cases honestos com processo completo valem mais que dez exercícios de curso.
Perguntas frequentes
O que é mais importante: currículo ou portfólio de UX/UI?
Os dois têm papéis distintos: o currículo passa pela triagem (ATS e recrutador) e o portfólio decide a entrevista. Um currículo sem as keywords certas impede que o portfólio seja visto; um portfólio fraco desperdiça o currículo bom. Trate-os como um sistema único.
Como fazer portfólio de UX sem nunca ter trabalhado na área?
Com projetos autorais sobre problemas reais: escolha um serviço com fricção evidente, entreviste usuários, prototipe no Figma e teste com pessoas de verdade. Documente o processo inteiro, incluindo o que deu errado. Projetos voluntários para ONGs também geram cases legítimos e verificáveis.
Vaga de UX/UI pede formação específica ou aceita transição de carreira?
A maioria das vagas no Brasil não exige graduação em design: aceita transição comprovada por portfólio e cursos consistentes. Quem vem de psicologia, jornalismo ou áreas de negócio pode transformar a bagagem anterior em diferencial de pesquisa, escrita ou visão de produto.
Cole seu currículo atual (ou comece do zero) e a IA formata, pontua e adapta o texto para cada vaga que você for aplicar.